O Dono do meu destino, capitão da minha alma.
Insanidade dizem ser a definição daquilo que não sabemos explicar em forma
comum, a inabilidade de comunicar nossas idéias, portanto todos nós em dado
momento somos considerados insanos, mas não se deve confundir insanidade com a
falta de controle.
Insanidade ao meu ver talvez seja aquele momento em que eu tenho guardado na
memória e que não consigo traduzir, ver o sol nascer à beira mar, os pés
descalços com aquele leve desconforto da areia entre os dedos, a brisa da
madrugada vindo de encontro trazendo aroma de algas marinhas, a solidão
momentânea e a rápida sensação de que se está sozinho no mundo enquanto todo o
mundo dorme.
Mas isso tudo é de fato fácil falar, difícil é mesmo o que se passa por trás
dos olhos naquele momento, naqueles breves suspiros por entre uma respiração e
outra, o tentar achar significado pelo motivo de tão bem estar e o por quê não
conseguimos eternizar tudo aquilo.
Alguns insanos ao decorrer de suas vidas levaram sorte e acabaram definidos
como gênios, seriam eles capazes de traduzir ao total tudo aquilo que realmente
se passava em suas cabeças ? Quando falavam sozinhos, estariam eles tentando
argumentar consigo mesmos por falta de alguém insano tanto quanto eles próprios
?
Até que ponto conseguimos ensinar nossa psique e adestrar nosso subconsciente à
nosso favor e à ponto de atravessarmos aquela linha imaginária que conhecemos
como limites ? Seriamos capazes de não mais adoecer em nossos corpos e mentes
apenas com a força do pensamento e pelo livre arbítrio ?
"Fora da noite que me encobre,
Negro como o poço de polo a polo,
Agradeço ao que os deuses possam ser.
Pela minha alma inconquistável.
Nas garras das circunstâncias.
Eu não recuei e nem gritei.
Sob os golpes do acaso.
Minha cabeça está sangrando, mas não abaixada.
Além deste lugar de ira e lágrimas.
Só surge o horror da sombra,
E ainda a ameaça dos anos
Encontra e me encontrará sem medo.
Não importa o quão estreito seja o portão,
quão repleta de castigos seja a sentença,
eu sou o dono do meu destino,
eu sou o capitão da minha alma" - William Ernst Henley (1849-1903)

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